O anúncio mostra o imóvel do jeito que o vendedor quer que você veja. A matrícula mostra o imóvel do jeito que ele é. São dois documentos diferentes — e comprar com base só no primeiro é assinar um contrato sobre uma informação que você não conferiu.
O que é a matrícula
É o registro oficial do imóvel no cartório de registro de imóveis. Cada imóvel tem a sua, com um número único, e nela fica registrada toda a história: quem é o dono, quanto mede, o que já aconteceu com ele e o que pesa sobre ele hoje.
O que ela revela — e o anúncio não
- A metragem real. A área registrada pode ser diferente da anunciada. Construção não averbada, por exemplo, existe de fato mas não consta na matrícula.
- Quem realmente pode vender. Inventário aberto, usufruto, mais de um proprietário — situações que impedem ou complicam a venda.
- Ônus e gravames. Hipoteca, penhora, alienação fiduciária. Dívidas que acompanham o imóvel e podem virar problema seu.
- Servidões e restrições. Passagem obrigatória, área não edificável, limitações que afetam o que você pode fazer ali.
Construção que não está na matrícula
Este é o caso mais comum na nossa região: a casa existe, foi construída, mas nunca foi averbada. Para quem compra, isso significa um imóvel que não financia com facilidade, complica em inventário e pode exigir regularização antes de qualquer negócio. É um custo e um prazo que precisam entrar na conta antes da compra.
Ler a matrícula é parte de avaliar o imóvel
Cruzar o que a matrícula diz com o que o imóvel mostra fisicamente é o tipo de leitura que faço na Consultoria de Viabilidade — com olho de engenheiro e de corretor ao mesmo tempo. Se o imóvel já for seu e precisar entrar na lei, a regularização completa é com a RZ Engenharia.

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